segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

para não falar do íssimo íssimo íssimo


Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como... Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...



Álvaro de Campos

sábado, 5 de dezembro de 2009


...não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

adoro gente genial


“Indivíduos que tomam álcool, logo antes de dormir, vão ter uma diminuição ou uma completa abolição dessa fase do sono que todos nós precisamos ter para estar bem no dia seguinte, que é a fase do sono em que a gente sonha”, explica o pesquisador Rogério Santos da Silva, do Instituto do Sono.

para Vivi, aproveitando que ela lê meu blog:

vai na festaaa!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

cheguei à conclusão de que realmente não entendo as pessoas.

e de que elas são quase todas tão bipolares quanto eu.

domingo, 29 de novembro de 2009

doença da irresponsabilidade

eu sabia que eu ia na festa porque o convite dela era mó misterioso e ela tinha dito que era toda à luz de velas e o pessoal é legal e eu esperava coisas interessantes da Biju. e realmente. cheguei lá com a intenção de ficar pouco e a primeira coisa com que me deparei foi uma caipirinha de maracujá. bom... nem precso dizer nada. mas foi legal mesmo. pessoas que não estão no terceiro ano e não têm toda essa necessidade de pagar de malandrex o tempo todo. e se divertem pra caramba com Bohemian Rhapsody e I Am The Walrus. apesar de eu ter dançado muita Lady Gaga com a Lúcia. e o bolo de cupcakes mais absurdamente delicioso do mundo. resultado: voltei às 3h da manhã pra casa, pra acordar às 8h hoje e sair com a minha mãe. zumbi pra puc. e, deuses, que prova insuportável! to meio morrendo, mas nem tanto. só definitivamente não to de férias.

sábado, 28 de novembro de 2009

todo mundo falava isso - principalmente a Vivi. e eu não entendia como as pessoas tavam tão bodiadas e tão cansadas umas das outras, eu estava no ápice do quererficarcomtodomundoantesqueacabe, foi um fim de terceiro bem legal, eu realmente não absorvia o saco-cheio dos outros.
pois é... não agüento mais ver gente do Santa na minha frente. sei lá, isso que eu parei de ver todo mundo tanto. mas parece que as pessoas ficaram mais chatas, não sei. eu gosto muito, muito, muito de todos eles, mas... bateu agora. enjoei. e engraçado que justamente ver a Vivi lá na fau foi muito bom, eu tava morrendo de saudades dela. mas não sei, muita gente simplesmente... perdeu a graça.
acho bom isso. ainda tem a festa e a viagem, sim sim, mas é bom não ficar sofrendo por aí.(o Baldi não deixou de ser um gênio e a Taís - e a Chu! - a pessoa mais fofinha do mundo a Mariotto super engraçada... eu só não me sinto mais tão parte disso.) mas também, quando a gente fica com saudades ignora tudo isso aí.

y pertence aos reais azuis

yes, I'm lonely
wanna die
yes, I'm lonely
wanna die
if I an't dead already
girl, you know the reason why

in the morning
wanna die
in the evening
wanna die
if I ain't dead already
girl, you know the reason why

terça-feira, 24 de novembro de 2009

depois da primeira aula eu queria me matar. depois da segunda, me perguntava o que tinha ido fazer lá. a primeira aula do primeiro dia e eu já não agüentava mais. um sem-espaço apertado, pessoas de branco babacas, aliás muitas, muitas pessoas, e a vinte centímetros do meu nariz a calça de um cara que falava devagaaar e repetira seeeis - seis! - vezes cada coisa. e fazia as piores piadas do mundo, que não chegam na verdade à categoria de piadas. e a sensação de esmagamento e de emburrecimento progressivo. não tinha espaço - fisicamente - pra pensar! e não, não, muito errado tudo aquilo. cambaleando, o recreio. oh, estão todos lá fora fumando. e cadê minha foto?! um matte e uma maçã e as próximas aulas pareceram quase suportáveis. e não é que foram aulas? saí menos querendo não voltar mais. mas tava chovendo. depois de demorar 3 minutos pra abrir meu guarda-chuva de bolinhas e ainda pedindo ajuda, voltamos eu e a Crazy. adoro caronas.
talvez não seja tão ruim assim se eu levar post-its vibrantes pra fazer origami, uma mochila menor e que feche e casacos - muitos casacos. sei lá, ainda me sinto emburrecendo, mas pelo menos não estou fazendo-nada. só não sei se estou fazendo alguma coisa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


...e então, eu serei uma porta. e quando eu for uma porta, aí, rê, rê, aí sim será completo! - Bob Pinheiro

domingo, 22 de novembro de 2009

desanuviar

quem sabe o sol, quem sabe o ar
quem sabe o vento vai parar de soprar
quem sabe um dia as nuvens um dia desanuviar... lalaiala...

quem sabe a fome, quem sabe a paz
quem sabe um dia tudo me satisfaz
quem sabe se é hoje o dia de desanuviar...

quem sabe as trevas, quem sabe a luz
nem sempre é ouro aquilo que nos seduz
quem sabe se é hoje o dia de desanuviar...

vai embora nuvem, vai embora e não vem mais...

quem sabe tudo fica como está
quem sabe a música para de tocar - -
quem sabe se é hoje o dia de desanuviar...

vai embora nuvem, vai embora e não vem mais

sábado, 21 de novembro de 2009

because e
beatriz

são as únicas músicas que eu me permito ouvir amanhã de manhã.

pra não perder o costume

lea diz:
*e vamos comer bolo do meu cu

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

do avesso.

é. no Clóvis eu resolvo fazer tecido. e aquilo claramente era uma apresentação de circo, não de música.
no teatro, eu saio duas semanas antes da peça e volto no dia anterior a ela - pra fazer efeitos musicais no violão.
já no circo, sou a menina estranha artística que faz teatro e que - dizem desde abril - vai arranjar músicas pra trilha sonora do cabaré.
e, como bem disse a Mônica, com o Alê eu resolvo fazer monografias de matemática, no trabalho de matemática eu escrevo um livrinho.
só constatando.

esse ano eu arranjei mil jeitos estranhos de não estar em nenhuma das coisas, estando em todas elas. o vice-versa me incomoda mais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

aiai...

é, hoje eu fui no circo.


(e não fiz absolutamente nada e ainda ganhei uma queimadura no mesmo lugar da outra. mas não vem ao caso.)

vomitando história

resolvi estudar toda a matéria de história em dois dias. ontem à noite foi a da Vera, hoje a da Cláudia e metade da Dedé - eu li o livro verde inteiro, em ritmos próprios a cada assunto, mas passei por ele todinho. falta só Brasil, que por acaso é metade do que cai.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

me and you

ok...

eu tenho três notas que não são A.

domingo, 15 de novembro de 2009

right. now.

absurdos, supremos e fofinhos

Marcelo diz:
bia, hoje no teatro eu e o baldi ficamos com um ponto negativo, a alice com seis pontos negativos e você com vinte pontos positivos, já que você é suprema.



Kendly diz:
Enfim, a feira do CEASA de quarta é um ótimo lugar pra jantar.. tem todas as frutas do mundo e são muito muito boas
Kendly diz:
e tem pastel, caldo de cana, água de côco e sanduichnhos pra quem quiser..

peregrinação à comvest

uma e vinte. Brigadeiro parada. 1700 e pouco, cinco quadras pro 817. saio do carro no meio da rua, não sem antes colocar Quadrophenia - Quadrophenia no meu iPod, vou para a calçada e começo a descer. quando reparo, tem um monte de outras pessoas da minha idade, de mochila e em bandos, descendo também. e a menia alta de rosa do meu lado. meu pai passa por mim, mas eu logo o passo de novo. e descer, descer, descer. cena engraçada, muitas pessoas saindo do trânsito em direção ao lado direito da calçada e andando rápido. uma e vinte e três. já no mil e alguma coisa. oh, céus, tenho que ir rápido. do 1400 pro 1200 foi um pulo, acho que porque nada tinha número. acaba a música, volto a música. ah não, ela tem 5 minutos, o que quer dizer que eu tenho que ir rápido. ah. aqui. um posto e gente meio largadona fumando. devo estar perto. oh! aqui! passei na frente de um cara dando entrevista pra uma câmera pequena. a mulher da porta pergunta minha sala. não sei. olho no papel, não to lá. beleza. a mulher da porta fala que ali só são algumas salas. eu digo que eu não to em SALA NENHUMA. ela diz que estamos no 917. eu digo ahhhh, e ando 100m. eu. sala 36. lugar 24. múltiplos de 12, que fofinho. uma e 33. calma. e a Lea? Leandro. Larissa. não, calma. Letícia. volto. Lea. ah, droga, não era o mesmo lugar, ela ta na mulher chata. será que ela já chegou? desisto. entro, com uma flor de boa sorte na bolsa. recuso a boa sorte da pepsi. 14h. ah, tinha tempo, eu podia ter invadido a sala dela. se eu tivesse pensado nisso. ok. mas ei, pra prova eu preciso pensar, lembra. aiai, lerdeza. foi começar às 14h24 porque a fiscal era leeeeeerda, céus. e o resto eu não vou continuar, só digo que foi extremamente desperador a partir das 17h24. e feliz-não-sei-como a partir das 18h00. acho que fiquei tão, mas tão estressada que voltei a pensar. ainda bem que era unicamp. e eu odeio a pepsi mais do que tudo, minha barriga dói agora. e isso que eu deixei metade da lata lá.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

terça-feira, 10 de novembro de 2009

pérolinhas de um quasestudo seminterdisciplinar

"Portugal era submisso à Inglaterra [...] Inglaterra, nós lambemos o seu cu..." - Ana
- "ai, que nojo!" - Ta

"eu acho que não é trepar de sexo, é subir a escada...!" - Bob